|
Aconteceu neste
sábado, 26/09, no auditório da UEPA, o I Encontro de Inclusão Digital da
Região de Carajás, evento organizado pelo SEBRAE/Pará e pela ABCID
(Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital) e que foi idealizado
pela equipe de gestão do projeto “Melhoria da Competitividade das Lan Houses
de Marabá”.
A intenção do
SEBRAE foi a de conseguir atrair um maior público alvo (Lan Houses e Cybers
de Marabá) para que participem com mais freqüência das ações do projeto que
está próximo de completar 18 meses e visa fortalecer o segmento através de
capacitações, encontros desse tipo, troca de informações e união dos
proprietários através da sua associação – a AMID.
O encontro foi
algo pioneiro na região e atraiu até mesmo a presença de grande número de
donos de lan Houses da cidade de Paraupebas, de onde vieram de van fretada
especialmente para assistir as várias palestras ministradas. A ABCID trouxe
alguns de seus diretores e também seu presidente, Mário Brandão, para falar
aos que estiveram presentes sobre as tendências e o futuro dos
estabelecimentos de internet no Brasil. O interessante é que todos os membros
da ABCID que palestraram contam com a experiência própria para falar, pois
são donos de empresas do ramo.
A nova realidade
do segmento
Um dos pontos
mais defendidos pelos membros da ABCID foi de que as Lan Houses não são mais
espaços nos quais o cliente paga por horas de acesso a um computador com
internet e/ou jogos.
Segundo Mário
Brandão, atualmente o cenário mudou e quem não se adequar a essa nova
realidade vai acabar sendo engolido pelo mercado. Ele inclusive iniciou sua
palestra (que foi a última do evento) tratando de desmistificar uma imagem
que há muito teima em ser atrelada a essas empresas: a de casas de jogos
eletrônicos. “Nós somos donos de Lan Houses e Cybers, estamos o dia todo aqui
conversando sobre Lan House e Cyber e sobre o que nós ainda não falamos
nenhuma vez? Sobre jogos!”, disse Mário, concluindo que jogo é apenas um dos
inúmeros serviços que podem ser oferecidos nos estabelecimentos. Ele atentou
para os serviços online na área governamental, chamados de e-govs, que tendem
cada vez mais a se expandir para facilitar a vida da população e que as Lans
são os meios utilizados para se fazer essa comunicação entre instituições e
cidadãos. Também comentou da crescente demanda pela educação à distância (EaD)
que faz com que os estabelecimentos se tornem centros de ensino já que a
internet é o canal utilizado para tal forma de estudo.
Outras palestras
trataram de casos de sucesso de parcerias das empresas com o governo,
geralmente as prefeituras. A respeito disso palestrou o presidente da
Associação Amazonense de Centros de Inclusão Digital, que firmou convenio com
a prefeitura de Manaus para matricula online da carteirinha de meia-passagem
dos estudantes da rede municipal de ensino e em 15 dias as 35 lans da AACID
fizeram 400 mil cadastros e diminuíram as gigantescas filas que se formavam nos
pontos de matrícula nos anos anteriores. Hoje em dia os estabelecimentos
cadastrados são pontos de recarga dos cartões dos estudantes e dinamizam o
serviço antes mais burocrático. “Através desse convênio, empresas privadas viram
a seriedade da nossa instituição e conseguimos firmar outras parcerias que
nos rendem bons lucros”, finalizou.
Outros pontos
tratados pelos palestrantes do encontro foram a informalidade dos
estabelecimentos, eficiência energética, crimes virtuais e a reclassificação
da categoria junto ao CNAE – Classificação Nacional de Atividade Econômica,
que desfigura as Lan Houses como “casa de jogos eletrônicos” e passa a
categoria de “sala de acesso a internet para apoio administrativo ou
escritório”, o que por conseqüência derruba vários entraves encontrados pelos
empresários do ramo tais como a taxa de alvará de funcionamento que no Pará,
especificamente, é cobrada trimestralmente, e também retira os
estabelecimentos da jurisdição do juizado da criança e do adolescente,
desobrigando-os a ter licença do referido órgão para funcionar.
Também falou Rafael Maurício,
diretor da ABCID e administrador do site
Acesse Legal,
que explanou sobre inovações de serviços para o setor e sobre a postura que
os empresários devem ter nos dias atuais, que não é mais a de ficar atrás do
balcão esperando os clientes virem até ele, mas sim sair da zona de conforto
e ir até os clientes.
Para Gedenilson Moura, secretário da Associação Marabaense de
Inclusão Digital – AMID, que esteve presente no auditório, mais eventos como
esse devem ser realizados na cidade, pois ajudam a dar visibilidade e
credibilidade ao setor e também na troca de informações entre os empresários,
ação que pode proporcionar inovações e melhoria na qualidade dos serviços
oferecidos. “Pudemos ver uma gama enorme de coisas que as Lans são capazes de
oferecer e a cada dia surgem novidades e serviços que podem ser prestados.
Mas para isso é preciso que as empresas se capacitem para que possam atender
e resolver os problemas dos clientes que vem até nós.”, finalizou o
secretário.
Para mais informações acesse:
www.abcid.com.br
Rafael Marinho
Portal Marabaonline
Imprimir
|
Principal
|